Total de visualizações de página

segunda-feira, 10 de janeiro de 2022

PROJETO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO

 

Plano de trabalho que estabelece objetivos, prazos, métodos de supervisão, coordenação, avaliação e controle. Um projeto nacional pressupõe uma visão de país, baseada num diagnóstico realista sobre a história e o momento atual do Brasil, e numa proposta de onde queremos chegar, de que Brasil queremos e podemos ser. Para tanto, é preciso refletir a curto, médio e longo prazo. Esse projeto deve ser fruto de um profundo debate democrático, sedimentando uma aliança entre os trabalhadores, os empresários e a academia brasileira.


Nacional

Na economia globalizada, as condições de empreendimento e financiamento continuam sendo dramaticamente nacionais e desiguais. Os juros no Brasil são muito mais altos do que no resto do mundo; a taxa de câmbio brasileira é desfavorável à produção industrial; e a infraestrutura – carente de investimentos pelo galope da dívida pública em função dos altos juros – não é competitiva internacionalmente. Uma política nacional, nesse contexto, não implica em protecionismos indiscriminados que favoreçam setores nacionais não competitivos, apenas por serem nacionais. Mas, dentro de um projeto, requer que sejam consideradas as novas formas de produção e a velocidade dos ciclos tecnológicos dos dias atuais.


O Estado Nacional deve induzir os setores estratégicos, estimular os campos em que o Brasil possui um protagonismo natural, formular políticas tarifárias e cambiais favoráveis, investir em ciência e tecnologia. Em suma, deve coordenar nosso projeto nacional, como ocorre em todos os países avançados.


Desenvolvimento

Para superar o subdesenvolvimento e a dependência não basta o crescimento econômico. É necessário romper com a condição de subdesenvolvido e dependente e recolocar o Brasil na divisão internacional do trabalho por meio do desenvolvimento tecnológico, produtivo e, sobretudo, humano. Não há país desenvolvido onde as pessoas vivam mal.


Um projeto nacional de desenvolvimento, em um país com os níveis de desigualdade do Brasil, deve ter como obsessão criar as condições para a promoção da justiça social, deve reparar dívidas históricas do país com o próprio povo, gerando oportunidades menos desiguais, ao mesmo tempo em que dinamiza esse gigante mercado interno que pode converter em sustentável o ciclo de desenvolvimento que merecemos, e iremos, ter no nosso país.

baixe aqui. PROJETO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO PDF


segunda-feira, 1 de novembro de 2021

COP 26 - UNINDO O MUNDO PARA COMBATER AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS.


 O Reino Unido sediará a 26ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP26), em Glasgow, nos dias 31 de outubro e 12 de novembro de 2021.

ACESSE O SITE OFICIAL DO EVENTO . CLIQUE AQUI

A cúpula da COP26 reunirá as partes para acelerar as ações em direção aos objetivos do Acordo de Paris e da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas.

O Reino Unido está comprometido em trabalhar com todos os países e unir forças com a sociedade civil, empresas e pessoas na linha de frente das mudanças climáticas para inspirar a ação climática à frente da COP26.

1. Garantir zero líquido global até meados do século e manter 1,5 graus ao alcance

Os países estão sendo convidados a apresentar metas ambiciosas de redução de emissões para 2030 que se alinham a atingir o zero líquido até meados do século.

Para cumprir essas metas de alongamento, os países precisarão:

  • acelerar a fase-out do carvão
  • reduzir o desmatamento
  • acelerar o interruptor para veículos elétricos
  • incentivar o investimento em renováveis.

2. Adapte-se para proteger comunidades e habitats naturais

O clima já está mudando e continuará a mudar mesmo quando reduzirmos as emissões, com efeitos devastadores.

Na COP26 precisamos trabalhar juntos para permitir e incentivar os países afetados pelas mudanças climáticas a:

  • proteger e restaurar ecossistemas
  • construir defesas, sistemas de alerta e infraestrutura resiliente e agricultura para evitar a perda de casas, meios de subsistência e até mesmo vidas

3. Mobilizar finanças

Para cumprir nossas duas primeiras metas, os países desenvolvidos devem cumprir sua promessa de mobilizar pelo menos US$ 100 bilhões em finanças climáticas por ano até 2020.

As instituições financeiras internacionais devem desempenhar seu papel e precisamos trabalhar para liberar os trilhões em financiamentos do setor privado e público necessários para garantir o zero líquido global.

4. Trabalhem juntos para entregar

Só podemos enfrentar os desafios da crise climática trabalhando juntos.

Na COP26 devemos:

  • finalizar o Livro de Regras de Paris (as regras detalhadas que tornam o Acordo de Paris operacional)
  • acelerar ações para enfrentar a crise climática por meio da colaboração entre governos, empresas e sociedade civil.

____________________________________________________________________________


COP26: Entenda os desafios globais e por que discussões sobre clima são urgentes


Na década mais quente da história, as consequências aparecem em todos os continentes. A queima de combustíveis fosseis intensificou o efeito estufa, e a temperatura média do planeta subiu 1,1ºC desde o século XIX, suficiente para causar danos.

Por isso, 2021 é considerado um ano decisivo na luta climática. Duzentos países precisam apresentar planos para reduzir gases poluentes e limitar o aumento da temperatura média da Terra em 1,5ºC até 2050.

“As pessoas sabem o que são as mudanças climáticas. O problema é que os países ficam tentando atrasar essa mudança, mas ela precisa ser feita agora. É necessário entender que nós já estamos arcando com custos financeiros da crise do clima”, diz Fabiana Alves, coordenadora de clima e justiça do Greenpeace.

Seis anos depois do Acordo de Paris, houve sinais positivos vindos dos maiores poluidores do mundo em diminuir as emissões de carbono. Porém, vários países devem apresentar metas menos ambiciosas na COP26, e o Brasil deve ser o centro do evento, já que para alcançar o carbono zero, nações e empresas contam com florestas que removam a mesma quantidade de carbono emitido.

Cenário brasileiro

O Brasil chegou à conferência prometendo zerar o desmatamento ilegal antes de 2030, apesar de o governo já discutir a redução da meta, é a de neutralizar as emissões de carbono até a metade do século.

“Nós também temos trabalhado no sentido de atualizar nossa política nacional de mudança do clima para que ela seja compatível com o Acordo de Paris”, diz Paulino de Carvalho Neto, embaixador do Brasil na COP26.

Porém, a Amazônia, por exemplo, passa pelo pior momento dos últimos 10 anos. De acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), de agosto de 2020 até julho deste ano, a floresta perdeu quase 10.476 km², uma área equivalente a nove vezes a cidade do Rio. O aumento é de 57% se comparado à temporada anterior.

“O desmatamento também altera o ciclo de chuvas, que pode ocasionar perdas tanto no setor agropecuário quanto em crises hídricas, energéticas e econômicas”, afirma Larissa Amorim, pesquisadora do Imazon.

Sobre o aumento do número de queimadas e desmatamento na Amazônia, a CNN procurou o Ministério do Meio Ambiente para comentar, mas a pasta disse que não vai se pronunciar sobre o assunto.


sexta-feira, 24 de setembro de 2021

Greve Global pelo clima 2021 - Não Existe plano B


 Por. Luiz Rogério da Silva. Membro do Ecotrabalhismo/PDT

O mais recente relatório sobre mudanças climáticas do IPCC (Painel Intergovernamental sobre mudanças climáticas) divulgou recentemente um alerta mundial sobre a impossibilidade de reverter o aquecimento global, resultado esse que seria uma ameaça a existência da espécie humana sobre o planeta terra.

O estudo aponta que a temperatura vem se intensificando rapidamente, fazendo com que fenômenos meteorológicos se intensifiquem e sejam cada vez mais extremos, fato esse que pode ser observado em todo planeta. 2021 é considerado um ano marcado por eventos extremos do clima. No Brasil, recordes de temperatura (42°C em Cuiabá e  - 5°C na serra catarinense) e a grave seca no Centro-Oeste e Sudeste que enfrentam uma das mais forte estiagem levando as regiões ao alerta para crise hídrica. Pelo mundo, relato são vários: Furação em Nova York, Itália com mais de 48°C e incêndios na Grécia, inundações pela Europa e china.             

Nos próximos dias inicia-se a a Climate Week NYC, acontece de 20 a 26 de setembro, reunindo empresas, governos e organizações para apresentar as principais ações climáticas e discutir como fazer mais, rapidamente. Sua programação abrange eventos organizados em NYC e ao redor do mundo, tanto presencial como online, organizado pela organização internacional sem fins lucrativos, Climate Group, em parceira com as Nações Unidas, e a cidade de Nova York evento que antecede a 26° Conferência das Partes sobre Mudança Climática da Organização das Nações Unidas (ONU) – ou COP 26.

Pelo mundo diversas organizações em parceria com sociedade civil organizada promoverão manifestações, ciclos de debates sobre a emergência climática e suas consequências. O principal evento fruto desta articulação é a GREVE MUNDIAL DO CLIMA que corresponde a uma mobilização mundial sincronizada com objetivo de conscientizar e pressionar os líderes mundiais sobre o cenário devastador que se aproxima, sendo um risco a existência da espécie humana, assim como gera uma nova classe de refugiados pelo clima.

Nós do Ecotrabalhismo, compreendemos que vivemos um momento crucial diante a discussão da necessidade de repensar nossa relação com o meio em que vivemos, aliando o crescimento econômico, a preservação do meio ambiente e consequentemente gerando maior grau de equidade social.

A crise social planetária coloca á humanidade a urgência de refletir sobre os rumos para o futuro em todas as suas variantes.

 

 

O atual modelo de organização da sociedade é sustentado sobre á visão de crescimento econômico a qualquer custo, são anos de exploração dos recursos naturais do planeta de forma predatória, o incentivo ao consumo da sociedade, impondo padrões de consumo de forma que sejamos seduzidos a adquirir um determinado produto sem nenhum tipo de reflexão sobre sua utilidade e origem.

Com o avanço da sociedade industrial do século XIX e o processo de globalização do velho modelo desenvolvimentista, propomos uma nova relação entre os seres humanos, e por sua vez, entre a natureza. O elemento novo consiste justamente em entender uma nova maneira de se pensar o ordenamento social, bem como a promoção de novos valores.

Na projeção de um projeto nacional de desenvolvimento para Brasil e contribuindo para discussão sobre a necessidade de repensar nossa relação com o todo, o EcoTrabalhismo ultrapassa a visão simplista, quando o assunto é meio ambiente, muitas vezes compreendido como simples ato de plantar uma árvore ou quando trata-se sobre o tema sustentabilidade, conceito esse apropriado por muitos demagogos e diferentes sujeitos, nos mais diversos contextos sociais, assumindo diversos sentidos, sem tratar da verdadeira essência da questão

O Ecotrabalhismo é precursor de um novo projeto de Brasil e de mundo, e compreende que somente é possível combater atual crise climática que assola a humanidade na preservação e integração entre homem e meio ambiente.

Reafirmamos nosso compromisso na construção de um novo modelo de desenvolvimento capaz colocar no centro do debate “Um outro Mundo é Possível”.


PELO MUNDO

FONTE. BRASIL ATUAL



86 países realizam greve global pelo clima nesta sexta

Movimento de jovens ambientalistas ‘Fridays For Future’ busca chamar atenção para a necessidade de agir quanto às mudanças climáticas. Em São Paulo, manifestação ocorre às 17h, no Vão do Masp

 Jovens do mundo todo organizados no movimento Fridays For Future iniciam nesta sexta-feira (24) a segunda greve global pelo clima de 2021. A mobilização destaca a necessidade de agir imediatamente para reduzir o risco de eventos climáticos cada vez mais catastróficos. E alerta que os próximos anos serão cruciais para evitar que o planeta atinja 1,5 grau Celsius de aumento na temperatura média, uma meta estabelecida no Acordo de Paris.

No Brasil, estão previstas ações em 27 cidades de 12 estados e em Brasília. Na capital paulista, uma manifestação está marcada para esta tarde, no vão do Masp, na Avenida Paulista, às 17h. (Confira a lista completa clicando aqui).

Os ativistas também apontam que a pandemia de covid-19 demonstrou que os governantes têm condições de reagir de forma rápida e investir verbas para confrontar graves problemas que ameaçam a população. Porta-voz de Clima e Justiça do Greenpeace, Pamela Gopi, que apoia a mobilização dos jovens, explica que o objetivo da greve é amplificar as vozes que alertam para as mudanças climáticas.

Para mostrar que nós não temos uma planeta ‘b’ e que o momento é agora caso a gente queira reverter e impedir que o aumento da temperatura da terra se eleve já na próxima década, como indicam mais de 185 cientistas no último relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC). O motivo principal é alertar principalmente as lideranças de nosso país a tomarem decisões efetivas para que não tenhamos um futuro mais catastrófico”, adverte Pamela.


Justiça ambiental e social

Ativista do Fridays For Future Brasil, Daniel Holanda explica que não se pode falar em mudanças climáticas sem falar de justiça social. Ele ressalta que eventos catastróficos como enchentes e secas atingem primeiro as populações mais pobres. Além disso, Daniel também observa que não se trata simplesmente de aquecimento global, como se fosse uma questão de temperaturas mais quentes. Mas sim de eventos climáticos cada vez mais extremos e com consequências cada vez mais graves.


“Acredito que a expressão ‘aquecimento global’ está meio antiga, já não é mais usada atualmente. Porque já existem inúmeras pesquisas, e o relatório do IPCC concluiu isso recentemente, que estamos vivendo uma ‘mudança climática’. Ou seja, as temperaturas se tornaram mais extremas. Então o calor, a chuva, a seca são eventos climáticos que se tornaram mais intensos e frequentes. Nessa nossa greve global pelo clima estamos trazendo com a hashtag #DescolonizeOSistema algo inédito para gente. Estamos tentando trazer um contexto social e ambiental e correlacionar isso. Porque a gente acredita que não há justiça social sem a justiça ambiental, as duas têm que andar em complemento”, garante o ativista.

Papel do Brasil

A Greve Global pelo Clima cobra ainda que os países do Norte reduzam suas emissões de gás carbônico, financiem ações climáticas e de reparação e cancelem dívidas causadas por danos de eventos climáticos extremos. O movimento também reivindica o fim da violência e da criminalização contra os povos indígenas, pequenos agricultores, pescadores e outros defensores do meio ambiente e da terra.


Pamela destaca ainda que o Brasil tem um papel fundamental nesse momento de mudança climática, mas tem caminhado na contramão das ações necessárias.

“O Brasil, por abrigar a maior floresta tropical do mundo e ter uma rica biodiversidade, ser um regulador climático por conta principalmente da Amazônia, tem um papel fundamental no momento de barrar as ações que intensificam o aumento do efeito estufa, que traz consequências graves. E quem paga essa conta primeiro são as comunidades mais vulnerabilizadas pelo Estado. Então, a importância do Brasil traz também uma grande responsabilidade para os governantes do nosso país que infelizmente, hoje, estão negando, têm um olhar negacionista para o que está acontecendo e fazem uma política de destruição. Não vemos uma política voltada a ações concretas para frear o aumento das mudanças climáticas, pelo contrário”, contesta a porta-voz do Greenpeace.


quarta-feira, 1 de abril de 2020

Oposição protocola notícia-crime contra Bolsonaro no STF


O presidente Jair Bolsonaro é alvo de uma notícia-crime protocolada na tarde desta terça-feira (31), no Supremo Tribunal Federal (STF). Todos os partidos de oposição ingressaram com a ação. PT, PSB, PDT, PCdoB, Psol, Rede e PCB acreditam que Bolsonaro colocou em risco a saúde da população ao incentivar e participar de aglomerações pelo Distrito Federal no último domingo (29).
Para o advogado do PDT, Walber Agra, a ação caminhará rapidamente. "Esperamos que os ecos jurídicos seguissem iguais aos ecos sociais", disse ao Congresso em Foco.
As informações deste texto foram publicadas antes no Congresso em Foco Premium, serviço exclusivo de informações sobre política e economia do Congresso em Foco. Para assinar, entre em contato com comercial@congressoemfoco.com.br
A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PR), diz esperar que o processo prospere. "Espero que o Ministério Público e o STF cumpram seu papel de proteger o povo e o Brasil, sob pena de serem coniventes e corresponsáveis pelas barbaridades que ele [Jair Bolsonaro] está fazendo com o Brasil e com o povo brasileiro", disse Gleisi ao site.
Segundo a presidente do PT, Bolsonaro cometeu crimes previstos no código penal. "Artigo 132 do código penal, por representar perigo para a vida e saúde de outrem; artigo 268 do código penal, por cometer infração de medida sanitárias preventivas; prevaricação, por atuar em interesse próprio, liberação das igrejas e lotéricas, e por incitação ao crime ao infringir medidas sanitárias".

Para o presidente do PDT, Carlos Lupi, Bolsonaro tem colocado a população em risco "ao incentivar que as pessoas saiam às ruas, contrariando o próprio ministro da Saúde". "Essa série de fatos que acabam levando ao sentido de considerar ele uma pessoa que está inabilitada para ser presidente da República", disse Lupi.
O presidente do PDT explica que a escolha de entrar com notícia-crime contra Bolsonaro em vez de todos os partidos de oposição endossarem os pedidos de impeachment que já foram protocolados na Câmara acontece justamente para acelerar o possível processo de afastamento de Bolsonaro, que dessa maneira, pode acontecer mais rápido.
Leia mais
1 abr, 2020
1 abr, 2020
Trâmite processual
André Portugal é mestre em direito constitucional pela Universidade de Coimbra (Portugal) e especialista em direito constitucional pela Academia Brasileira de Direito Constitucional - ABDConst, segundo ele, caberá ao procurador-geral da Reública (PGR), Augusto Aras, dar andamento ao processo.
"Em caso de crime comum praticado pelo presidente no exercício de suas funções, cabe à PGR ou à vítima (no caso de queixa-crime) oferecer denúncia, que, para ser levada adiante, precisará ser admitida por 2/3 da Câmara dos Deputados. Se não for admitida, o caso somente será apreciado pelo Supremo Tribunal Federal após o término do exercício do mandato do Presidente. Sendo, no entanto, admitida pela Câmara, no quórum mencionado, os autos são encaminhados ao STF, que receberá ou não a denúncia oferecida. Recebendo a denúncia, o Presidente é afastado do cargo, por 180 dias. Não concluído o prazo neste prazo, o Presidente retorna ao cargo, ainda que o processo continue seu trâmite regular", explica o advogado.

O processo, entretanto, não pode gerar impeachment, segundo aponta o especialista. "Não há que se falar em impeachment aqui. O impeachment apenas se aplica aos casos de crimes de responsabilidade, cujo juízo de mérito compete exclusivamente ao Senado Federal", diz André.

Pedidos de impeachment do presidente
Após 13 dias no ar, uma petição pedindo o impeachment de Jair Bolsonaro atingiu um milhão de assinaturas. O documento online foi criado no dia 18 de março e será incorporada ao pedido de impeachment protocolado na Câmara por lideranças do Psol. Entre os signatários estão os deputados federais Fernanda Melchionna (RS), Sâmia Bomfim (SP), David Miranda (RJ) e a deputada estadual do Rio Grande do Sul, Luciana Genro, além de artistas e intelectuais.
O presidente também é alvo de mais dois pedidos de impeachment na Casa. Um apresentado pelo deputado e ex-aliado de Bolsonaro, Alexandre Frota (PSDB-SP) e outro apresentado pelo deputado distrital Leandro Grass (Rede-DF).
Outra notícia-crime
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal, solicitou à Procuradoria-Geral da República que analise uma notícia-crime apresentada contra o presidente Jair Bolsonaro. O autor da ação, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), argumenta que Bolsonaro cometeu crime ao ignorar a gravidade da pandemia do coronavírus com um “histórico das reiteradas e irresponsáveis declarações”.


NOTA CONJUNTA EM REPUDIO AO PRESIDENTE JAIR BOLSONARO.



Nós, partidos políticos que subscrevemos esta nota, vimos a público para repudiar a atitude do Presidente da República Jair Bolsonaro de ter feito visitas a feiras populares e comércios do Distrito Federal, incentivado a população a descumprir as medidas sanitárias decretadas localmente, orientadas pelo seu próprio Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O Presidente da República insiste em ir na contramão de todas as ações que têm sido tomadas por chefes de Estado de todo o mundo no enfrentamento à pandemia do COVID-19. O DF é, hoje, a terceira Unidade da Federação com o maior registro de casos. Assim, essa apologia ao descumprimento de orientações sanitárias pode fazer com que os números cresçam em nossa cidade e que cheguemos ao completo colapso do sistema de saúde. O discurso criminoso e irresponsável do presidente custará vidas, principalmente dos mais pobres, vulneráveis e moradores das periferias.

É preciso frisar que não há dicotomia entre saúde e economia. Os países que melhor enfrentaram até o momento a crise do COVID-19 adotaram medidas de isolamento social, aumento no número de UTIs e realização de testes massivos em sua população, e o Estado atuou de forma a garantir o emprego e a renda das pessoas.

Por isso, estamos estudando medidas judiciais cabíveis contra a atitude do Presidente da República, no intuito de salvaguardar vidas em nossa cidade, bem como mobilizando-nos em diversas ações de natureza política. Momentos como o que estamos vivendo no Brasil, e em especial no Distrito Federal, materializam e reforçam ainda mais os elos de união das forças progressistas na defesa da vida e de uma sociedade livre, justa e solidária.

Assinam a nota:

PSB
PT
PSOL
PCdoB
Rede Sustentabilidade
Unidade Popular
Consulta Popular
PCB
PRC
PDT
PV

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

Concentração de renda volta a crescer no Brasil em 2018, diz IBGE


Índice que mede desigualdade subiu depois de permanecer estável por dois anos e foi o maior desde 2012. Rendimento do grupo de 1% mais ricos cresceu 8,4%, já o dos 5% mais pobres caiu 3,2%.


Num quadro de lenta retomada econômica e elevado desemprego, o Brasil colheu mais uma notícia negativa no ano passado: a concentração de renda voltou a piorar e o índice que mede a desigualdade foi o maior da série histórica, iniciada em 2012.
Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (16) e têm como base a Pesquisa Mensal por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
Os números do IBGE mostram que o rendimento médio do grupo de 1% mais ricos do país cresceu 8,4% em 2018, enquanto o dos 5% mais pobres caiu 3,2%.
No ano passado, o índice de Gini, que mede a concentração e desigualdade de renda, subiu para 0,509, depois de ficar estável nos dois anos anteriores, quando foi de 0,501. O número é o maior da série iniciada em 2012, e leva em conta o rendimento médio dos brasileiros para todos os trabalhos.
"Historicamente, o Brasil é um país onde a desigualdade é uma das piores. Sabemos que é um dos países com maior concentração de rendimento, talvez entre os 10 maiores", afirma a gerente da PNAD Contínua, Maria Lúcia Vieira.
O índice de Gini varia de zero a 1. Quanto mais próximo de zero, mais perfeita é a distribuição de renda de um país. Quanto mais perto de 1, mais desigual é uma economia. Ao longo dos últimos anos, o melhor resultado para o índice de Gini foi observado em 2015, quando marcou 0,494.
"Essas variações no índice de Gini têm muito a ver com as flutuações na renda dos mais ricos", diz a analista do IBGE, Adriana Beringuy.

No recorte regional, apenas o Nordeste não registrou uma piora da desigualdade no ano passado. O índice de Gini nordestino marcou 0,520, abaixo do 0,531 apurado em 2017. Segundo o IBGE, no entanto, a desigualdade de rendimento no Nordeste só recuou porque os brasileiros com maior rendimento da região tiveram perdas.


quarta-feira, 18 de setembro de 2019

GREVE GLOBAL PELO CLIMA




AÇÕES DE PRESERVAÇÃO AMBIENTAL E CONTRA AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS
Na próxima sexta-feira, dia 20, cidadãos do mundo inteiro irão às ruas em uma Greve Global pelo Clima em protesto por ações de combate às mudanças climáticas. Em São Paulo, a greve ocorrerá a partir das 16h, com concentração no vão do Museu de Arte de São Paulo (MASP).
A mobilização está confirmada em pelo menos 35 cidades, entre elas AraraquaraIndaiatubaFranca e Ribeirão Preto. O ato está sendo organizado pela Coalizão pelo Clima São Paulo, uma articulação que reúne diversas entidades e indivíduos que tratam da emergência climática em curso, incluindo o Greenpeace.
Hoje, vivemos as consequências da elevação de 0,87 °C na temperatura da Terra, segundo o relatório do IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). O Brasil e os brasileiros têm um papel fundamental no enfrentamento da emergência climática, a Amazônia é responsável pela regulação do clima, e o uso do solo nosso principal fator de emissão.
Mesmo antes das recentes queimadas, 20% da área original da Amazônia já tinha sido desmatada, uma destruição que responde por metade das emissões de gases de efeito estufa pelo Brasil. Um retrocesso que nos leva a ocupar o lugar de sétimo país que mais contribui para as emissões mundiais.
A nossa casa está sendo destruída para satisfazer nosso modo de produção e consumo e este momento é uma grande oportunidade para começarmos uma conversa sobre o que está ao nosso alcance.
Mudar o rumo dessa história está nas nossas mãos, mas grande parte dessa responsabilidade dividimos com os governantes, que pouco ou quase nada estão fazendo para migrar para uma economia que reduza seu impacto na elevação de temperatura da Terra em ritmo tão acelerado.
COMENTA FABIANA ALVES, DA CAMPANHA DE CLIMA DO GREENPEACE BRASIL.

DESOBEDIÊNCIA CIVIL INICIADA POR GRETA THUNBERG

Inspirados pelo ato inicialmente solitário da adolescente sueca Greta Thunberg (indicada ao Prêmio Nobel da Paz), hoje são os jovens de diversos países que mais pressionam a sociedade a tomar atitudes contra as mudanças climáticas.
A greve escolar pelo clima se tornou uma potente forma de protesto para chamar a atenção de populações, empresas e governos em relação à intensificação da crise climática no planeta que ameaça seu futuro.
Os jovens são a voz que ecoa pelas exigências de mudança e o apoio de toda a sociedade é fundamental para que essa voz reverbere e chegue aos ouvidos dos tomadores de decisão. Falar de clima é falar de readaptação da estrutura econômica, é pedir a responsabilização de nossos governantes.


terça-feira, 3 de setembro de 2019

Greve Mundial pelo Clima São Paulo / Brasil.


Greve Mundial pelo Clima: agora também no Brasil
Em São Paulo, grupos organizam ato e lançam manifesto. Na preparação, ciclo de cinedebates sobre grandes temas socioambientais brasileiros. Ataque de Bolsonaro contra indígenas, Amazônia e agroecologia pode ter resposta à altura

Os protestos socioambientais, que fizeram parte da paisagem política brasileira nas marchas contra a Usina de Belo Monte e na defesa dos territórios indígenas, podem povoar de novo as ruas em breve. Em São Paulo, uma Coalizão pelo Clima — formada por ativistas de diversas origens — decidiu somar-se à Greve Global pelo Planeta, convocada em dezenas de países para a semana entre 20 e 27 de setembro. 

A mobilização é resposta, também, à saraivada de ataques — concretos e simbólicos — que o governo Bolsonaro lançou contra os povos originários, a Amazônia, o cerrado, a agroecologia e todas as iniciativas que propõem novas relações entre ser humano e natureza. A tentativa de calar o INPE, órgão que monitora o desmatamento amazônico, é apenas o atentado mais recente. Os retrocessos têm chocado a opinião pública internacional e brasileira. Uma forte participação do país na greve planetária é uma forma de expressar esta indignação nas ruas, estabelecer alianças e resistências.

A causa ambiental, antes restrita a grupos de classe média, parece ter tomado dimensão inteiramente nova no último ano — tanto do ponto de vista social quanto político. Manifestações gigantescas, marcadas em especial pela presença de jovens e adolescentes, eclodiram em 2018 nas capitais europeias, mas também em países como a Índia, África do Sul e Colômbia. Nos EUA, uma nova esquerda irreverente, com clara postura anticapitalista, lançou a ideia de um “Green New Deal”, que soma o esforço contra o aquecimento global a uma clara luta pela redistribuição de riqueza. Os defensores da proposta associam a meta de emissão líquida zero de CO², em 2025, à redução das desigualdades e do desemprego, por meio de uma vasta agenda de ações de infraestrutura destinadas a superar os combustíveis fósseis, construir usinas eólicas e fotovoltaicas, substituir o transporte automotivo por ferrovias, promover reflorestamento com espécies nativas e outras medidas.

Leia na íntegra, a seguir, o manifesto que prepara a manifestação em SP.

Há Mundo por Vir?¹ — Manifesto da Coalizão pelo Clima São Paulo

A Coalizão pelo Clima São Paulo é uma articulação ampla, suprapartidária e democrática, composta por diversos coletivos que debatem e fazem ações de informação e combate às mudanças climáticas. Este manifesto pretende iniciar um diálogo com a sociedade, com base no conhecimento da ciência atual e nos saberes dos povos originários, como indígenas, quilombolas e caiçaras, sobre a Emergência Climática e os níveis já perigosos de interferência humana na Terra. Reivindicamos ações concretas e urgentes das autoridades. Pois, se tudo continuar como está, o futuro não existirá.

Não faltaram avisos às autoridades governamentais e corporações sobre o colapso ecológico global. Desde finais dos anos 1960, sucedem-se advertências e alertas de que, se continuarmos nesse ritmo, a civilização humana tal como a conhecemos deixará de existir. A lógica de desenvolvimento econômico desenfreado, que entende a natureza como fonte de recursos infinitos (não é!) que se mede em dinheiro, nunca trouxe equilíbrio nem justiça. Pelo contrário: criou as condições que nos levaram a esta situação.
Hoje o consenso científico acerca das causas antropogênicas do aquecimento global chega a 99% entre os climatologistas e outros cientistas da Terra. Mesmo assim, visando apenas seus ganhos, grandes empresas empregam estratégias de desinformação com o objetivo de semear dúvidas na opinião pública e, junto aos  governos de cada país, violar a natureza com cada vez mais brutalidade – e impunidade.

Enquanto isso, as evidências empíricas se acumulam:

  • Cada década desde a de 1970 foi sucessivamente mais quente que a anterior
  • 20 dos 22 anos mais quentes registrados em escala global ocorreram desde 1998
  • O período entre 2014 e 2018 acusa uma clara aceleração do aquecimento global
A queima crescente de combustíveis fósseis para satisfazer um modo de vida cada vez mais consumista faz com que as temperaturas atinjam, ano após ano, novos recordes. Todo esse aquecimento causará consequências gravíssimas como desmoronamentos, incêndios florestais, quebras de safras agrícolas, fome, doenças, chuvas extremas, ondas de calor, enchentes e secas prolongadas.
O aumento do nível dos oceanos, provocado pelo derretimento das geleiras, produzirá um número cada vez maior de refugiados climáticos, inclusive na costa brasileira. Tais eventos não ocorrem sem aumentar ainda mais as instabilidades políticas e disputas e guerras por recursos naturais. A mudança de temperatura já provoca também extinção de diversas espécies, ocorrendo a taxas 500 a 1000 vezes maiores do que as consideradas normais.
Isso levou vários cientistas a afirmar que estamos em meio à 6ª extinção em massa da história da vida na Terra.

No Brasil, o desmatamento causado pela expansão devastadora do agronegócio e da pecuária, a mineração e a poluição dos rios e oceanos contribuem para a aceleração desse processo. Nossos ecossistemas estão todos prejudicados. A previsão é que nosso Cerrado, o berço da maior parte das bacias dos rios São Francisco, Araguaia e Tocantins, pode acabar em 2030. Restam apenas 12,4% da Mata Atlântica. O Pantanal e os Pampas estão sendo destruídos. A Floresta Amazônica já perdeu 20% de sua cobertura original e está perdendo hoje o equivalente a três estádios de futebol por minuto.
Não seremos capazes de evitar o colapso global se não mudarmos a dinâmica do sistema vigente. Isso não é possível de forma individual: precisamos de medidas concretas que alterem profundamente os modos de produção, distribuição e consumo atuais. O caminho pela frente é imenso e extremamente difícil. Ainda que possa parecer irrealista, com o colapso que já se avista e suas enormes consequências, irrealista mesmo é achar que não precisamos enfrentá-lo. Nossa casa é aqui e nosso tempo é agora.
Temos muito trabalho pela frente.

Por isso, a Coalizão pelo Clima São Paulo reivindica que as autoridades brasileiras:

1. Neutralizem as emissões de carbono até 2030 e criem políticas públicas de promoção do reflorestamento e investimentos em energias renováveis, além de cumprir o compromisso de Estado assumido no Acordo de Paris de reflorestar 12 milhões de hectares até 2025;

2. Mobilizem mais recursos para pesquisa e implementação de iniciativas e soluções voltadas para ações climáticas;

3. Ampliem a educação sobre meio ambiente e sustentabilidade nas escolas, universidades e comunidades;

4. Cobrem grandes devedores do governo no setor empresarial – agronegócio, pecuária, bancos, igrejas, indústrias – para formar um fundo de combate às mudanças climáticas;

5. Instituam um conselho de combate às mudanças climáticas composto de forma paritária pela sociedade civil, comunidade científica, organizações não-governamentais e representantes do governo.


Coalizão pelo Clima São Paulo: coalizaoclimasp@protonmail.com
Twitter: @coalizaoclima_sp / Facebook: Coalizão pelo Clima / Instagram: coalizaoclimasp
A Coalizão pelo Clima SP agradece à professora Déborah Danowski e ao professor Luiz Marques pela colaboração e revisão do presente manifesto.
[1] Título inspirado no livro dos autores Déborah Danowski e Eduardo Viveiros de Castro “Há Mundo por Vir? Ensaio sobre os Medos e os Fins”, e autorizado pelos mesmos.

domingo, 18 de agosto de 2019

Greve Mundial pelo Clima - São Paulo/Brasil

Greve Mundial pelo Clima.

Os protestos socioambientais, que fizeram parte da paisagem política brasileira nas marchas contra a Usina de Belo Monte e na defesa dos territórios indígenas, vão povoar de novo as ruas em breve. Em São Paulo, a Coalizão pelo Clima — formada por ativistas de diversas origens — decidiu somar-se à Greve Global pelo Planeta, convocada em dezenas de países para a semana entre 20 e 27 de setembro. Haverá manifestação na Avenida Paulista, em 20/9, às 16hs. O ato está sendo organizado em encontros abertos, os próximos dos quais marcado para 17/8, 23/08 e 31/08. Infos na página da Coalizão pelo clima.

A mobilização é resposta, também, à saraivada de ataques — concretos e simbólicos — que o governo Bolsonaro lançou contra os povos originários, a Amazônia, o cerrado, a agroecologia e todas as iniciativas que propõem novas relações entre ser humano e natureza. A tentativa de calar o INPE, órgão que monitora o desmatamento amazônico, é apenas o atentado mais recente. Os retrocessos têm chocado a opinião pública internacional e brasileira. Uma forte participação do país na greve planetária é uma forma de expressar esta indignação nas ruas, estabelecer alianças e resistências

Manifesto da Coalizão pelo Clima

Há Mundo por Vir?¹ — Manifesto da Coalizão pelo Clima São Paulo

A Coalizão pelo Clima São Paulo é uma articulação ampla, suprapartidária e democrática, composta por diversos coletivos que debatem e fazem ações de informação e combate às mudanças climáticas. Este manifesto pretende iniciar um diálogo com a sociedade, com base no conhecimento da ciência atual e nos saberes dos povos originários, como indígenas, quilombolas e caiçaras, sobre a Emergência Climática e os níveis já perigosos de interferência humana na Terra. Reivindicamos ações concretas e urgentes das autoridades. Pois, se tudo continuar como está, o futuro não existirá.

Não faltaram avisos às autoridades governamentais e corporações sobre o colapso ecológico global. Desde finais dos anos 1960, sucedem-se advertências e alertas de que, se continuarmos nesse ritmo, a civilização humana tal como a conhecemos deixará de existir. A lógica de desenvolvimento econômico desenfreado, que entende a natureza como fonte de recursos infinitos (não é!) que se mede em dinheiro, nunca trouxe equilíbrio nem justiça. Pelo contrário: criou as condições que nos levaram a esta situação.

Hoje o consenso científico acerca das causas antropogênicas do aquecimento global chega a 99% entre os climatologistas e outros cientistas da Terra. Mesmo assim, visando apenas seus ganhos, grandes empresas empregam estratégias de desinformação com o objetivo de semear dúvidas na opinião pública e, junto aos governos de cada país, violar a natureza com cada vez mais brutalidade – e impunidade.

Enquanto isso, as evidências empíricas se acumulam:

Cada década desde a de 1970 foi sucessivamente mais quente que a anterior
20 dos 22 anos mais quentes registrados em escala global ocorreram desde 1998
O período entre 2014 e 2018 acusa uma clara aceleração do aquecimento global
A queima crescente de combustíveis fósseis para satisfazer um modo de vida cada vez mais consumista faz com que as temperaturas atinjam, ano após ano, novos recordes. Todo esse aquecimento causará consequências gravíssimas como desmoronamentos, incêndios florestais, quebras de safras agrícolas, fome, doenças, chuvas extremas, ondas de calor, enchentes e secas prolongadas.

O aumento do nível dos oceanos, provocado pelo derretimento das geleiras, produzirá um número cada vez maior de refugiados climáticos, inclusive na costa brasileira. Tais eventos não ocorrem sem aumentar ainda mais as instabilidades políticas e disputas e guerras por recursos naturais. A mudança de temperatura já provoca também extinção de diversas espécies, ocorrendo a taxas 500 a 1000 vezes maiores do que as consideradas normais.

Isso levou vários cientistas a afirmar que estamos em meio à 6ª extinção em massa da história da vida na Terra.

No Brasil, o desmatamento causado pela expansão devastadora do agronegócio e da pecuária, a mineração e a poluição dos rios e oceanos contribuem para a aceleração desse processo. Nossos ecossistemas estão todos prejudicados. A previsão é que nosso Cerrado, o berço da maior parte das bacias dos rios São Francisco, Araguaia e Tocantins, pode acabar em 2030. Restam apenas 12,4% da Mata Atlântica. O Pantanal e os Pampas estão sendo destruídos. A Floresta Amazônica já perdeu 20% de sua cobertura original e está perdendo hoje o equivalente a três estádios de futebol por minuto.

Não seremos capazes de evitar o colapso global se não mudarmos a dinâmica do sistema vigente. Isso não é possível de forma individual: precisamos de medidas concretas que alterem profundamente os modos de produção, distribuição e consumo atuais. O caminho pela frente é imenso e extremamente difícil. Ainda que possa parecer irrealista, com o colapso que já se avista e suas enormes consequências, irrealista mesmo é achar que não precisamos enfrentá-lo. Nossa casa é aqui e nosso tempo é agora.

Temos muito trabalho pela frente.

Por isso, a Coalizão pelo Clima São Paulo reivindica que as autoridades brasileiras:

1. Neutralizem as emissões de carbono até 2030 e criem políticas públicas de promoção do reflorestamento e investimentos em energias renováveis, além de cumprir o compromisso de Estado assumido no Acordo de Paris de reflorestar 12 milhões de hectares até 2025;

2. Mobilizem mais recursos para pesquisa e implementação de iniciativas e soluções voltadas para ações climáticas;

3. Ampliem a educação sobre meio ambiente e sustentabilidade nas escolas, universidades e comunidades;

4. Cobrem grandes devedores do governo no setor empresarial – agronegócio, pecuária, bancos, igrejas, indústrias – para formar um fundo de combate às mudanças climáticas;

5. Instituam um conselho de combate às mudanças climáticas composto de forma paritária pela sociedade civil, comunidade científica, organizações não-governamentais e representantes do governo.

Coalizão pelo Clima São Paulo: coalizaoclimasp@protonmail.com

terça-feira, 25 de setembro de 2018

Paulo Leme Deputado Estadual Rede Sustentabilidade 18918

O cargo para Deputado é tão importante como o do presidente, e muitas pessoas não se preocupam com os cargos legislativos e acabam por votando em qualquer pessoa, no famoso santinho do chão ou não votam.
Algum tempo venho desenvolvendo trabalho junto com Paulo Leme Filho e vamos apresentar o porque estamos pedindo seu voto no 18.918 em 7 de Outubro.
Porque escolhi Paulo para Deputado Estadual.
Na área Social.
- Escreveu dois livros tratando sobre o problema da dependência química.
- Através da narrativa do livro, ministrou mais de 100 palestras no últimos meses, tratando dos riscos sobre o uso do álcool e outras drogas, para jovens.
- Crio o APP #EUMEIMPORTO; Conecta pessoas que necessitam de ajuda a encontrar grupos de apoio em todo Estado de São Paulo, preservando seu anonimato.
Link. https://noticias.uol.com.br/…/advogado-cria-app-para-ajudar…
No Campo Político.
Responsável por mais de 5 processos contra prefeitura na gestão Dória, sendo alguns deles;
- Paulo é responsável pela Ação Civil Pública no qual tornou João Doria (PSDB), réu na ação popular que pede a suspensão da Parceria Público-Privada (PPP) sobre os serviços de manutenção do sistema de iluminação da capital por suspeita de fraude.
- Proibiu que ex-prefeito de São Paulo de forma arbitrária apagasse os grafites da cidade ( patrimônio imaterial de São Paulo ) sem analise prévia do CONPRESP – Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo e amplo debate com cidade sobre o tema.
- representação contra a prefeitura no Tribunal de Contas do Município exigindo que a lei de acesso a trabsparência fosse cumprido.
- Representou contra administração, solicitando informações a respeito do recebimento, pelas unidades públicas de saúde, de medicamentos que se encontram próximos da data de vencimento – e que, por isso, não têm valor de mercado. Não se sabe qual o percentual de descarte, pela Prefeitura, dos ditos medicamentos nem o custo respectivo. Apesar do TCM ter determinado a manifestação da Municipalidade, não houve resposta – o que, convenhamos, não demonstra respeito pelos órgãos de controle, no particular, e pela transparência, no geral.
- Questionou ex-prefeito Dória quando decretou que ele e seus familiares teriam direito a se utilizar da Polícia Militar, por um ano após o encerramento do mandato,
- representou na Justiça o decreto que proíbe a divulgação integral, no Diário Oficial, de contratos administrativos, aditivos, editais de licitação e remoção de servidores, dentre outros atos da Administração.
Considerações Finais.
Todo esse trabalho obtive oportunidade de participar diretamente foi realizado sem mandato eletivo, considero que trabalhamos muito mais em beneficio de São Paulo que muito Vereador/Deputado eleito para fiscalizar o executivo. Hoje queremos contribuir muito mais para sociedade !
Quem é Paulo Leme Filho
PAULO LEME FILHO – Advogado graduado em Direito pela USP, com MBA em gestão de saúde pela FGV. É fundador do Movimento Vale a Pena, ONG voltada à prevenção da dependência química e co-fundador do coletivo Elo Movimento, que tem por objetivo promover o debate sobre políticas públicas e cidadania
Por isso em 7 de Setembro vote 18.918